A atratividade da França frente às principais economias mundiais.

9ª edição do Relatório da Atratividade da França compara a França com outras 13 importantes economias mundiais por meio de 123 indicadores monitorados

Num contexto mundial em que há grande mobilidade dos fatores de produção, a atratividade dos territórios e das economias é um desafio cada dia mais crucial. Os diferentes Governos realizam o máximo de esforços para melhorar o ambiente favorável à implantação de novos empreendimentos e à atração de novos talentos.
No entanto, a atratividade dos territórios é uma noção relativa.

Para algumas empresas, o mais importante são as infraestruturas de transporte e comunicação, para outras, um ambiente propício para a inovação tecnológica, outros ainda serão sensíveis ao pool de mão de obra altamente qualificada, alta demanda e elevado potencial de mercado. Outras ainda irão privilegiar os menores custos de produção ou o acesso a determinados recursos naturais.

Há 9 anos, a Agência do Governo francês - Business France - realiza um diagnóstico da atratividade da economia francesa, comparando os desempenhos da França com os de outros 13 importantes países da OCDE (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, Irlanda, Itália, Países Baixos, Polônia, Reino-Unido, Suécia, Estados Unidos e Japão), diante de 123 indicadores monitorados.

Há 10 anos a França vem transformando sua imagem para se inscrever em uma nova dinâmica, mais aberta para o mundo, mais empreendedora, preocupada com os problemas do meio ambiente. Além disso, ela vem designando uma parte importante de seus investimentos para as políticas de P&D e de fidelização de talentos.

Nesta 9ª edição do Relatório da Atratividade da França, podemos identificar 3 pontos importantes a destacar:

- A imagem econômica da França melhorou

GIF A atratividade do país vem sendo reforçada. As medidas tomadas há alguns anos pelo Poder Público para reforçar a atratividade começa a dar seus frutos. As pesquisas que tratam da atratividade da França identificam em sua maioria aspectos como: o tamanho do mercado interno, a qualidade das infraestruturas de comunicação e de transporte, a qualidade da formação, a qualificação dos assalariados, bem como a inovação, a P&D, além da produtividade no trabalho.

- A atratividade da França melhorou, comparada com os outros países

A França tornou-se assim, o 2º país europeu considerado o mais atraente, atrás da Alemanha e diante do Reino Unido. As empresas alemãs, indianas e chinesas posicionam a França como o primeiro destino na Europa para seus investimentos estrangeiros. Para os investimentos britânicos, mais de um terço das empresas percebem a França como o destino Europeu mais atraente (uma progressão de 7 pontos em relação ao ano anterior).

- As vantagens estruturais da França são acompanhadas por um dinamismo empresarial e criativo, ainda pouco conhecido

O número de criações de empresas é muito superior à média europeia. A qualidade da infraestrutura francesa permanece indiscutível, graças à elevada taxa de investimento público, superior em 2016 à do Reino Unido ou da Alemanha. Dois exemplos: a eletricidade é uma das mais baratas da Europa e com menor índice de carbono; o Aeroporto Paris-Charles de Gaulle é o líder europeu de frete e 2º em número de passageiros. Paralelamente, a França se tornou um local de escolha para o lançamento de startups, graças à simplificação das formalidades para a criação de empresas e à uma rede extensa de incubadoras e aceleradoras, presentes nos quatro cantos do território. O maior campus de Startups mundial, Station F, abriu suas portas em julho de 2018. O ecossistema “Tech” francês se beneficia hoje de um grande reconhecimento internacional.

Grandes ensinamentos – Edição 2018 (Fatos marcantes e Barômetro de Imagem)

Uma França cortejada por talentos e investidores, definitivamente voltada para a excelência:

- Um forte aumento nos fluxos de investimentos diretos estrangeiros (IDE) recebidos: + 39% em 2017 dos fluxos para atingir 44,2 bilhões de euros (a França ficou em 7º lugar no mundo para os fluxos de IDE em 2017);

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- Com mais de 240.000 alunos, a França é a quarta maior anfitriã mundial de estudantes internacionais, atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido;

- Grande proporção de estudantes estrangeiros que vêm para seguir programas de treinamento avançados: 40% dos estudantes de doutorado são estrangeiros.

Um ambiente administrativo e regulatório 2.0, internacionalmente reconhecido e favorável à criação de empresas

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- Segundo o estudo E-Government Survey 2018 das Nações Unidas, a França se classifica em 9º lugar mundial em e-administração (5º lugar na Europa e 4º lugar em nossa amostragem). A França é particularmente eficaz na qualidade e acessibilidade dos serviços on-line, no qual ela ocupa o 4º lugar no mundo;

- O Doing Business do Banco mundial salienta igualmente a qualidade e a eficácia do ambiente administrativo francês que conserva seu primeiro lugar no mundo no que tange à eficácia do comércio transfronteiriço, graças a procedimentos aduaneiros simplificados;

- O número de empresas ativas na França aumentou + 1,9% em 2016 (contra + 1,3% para a UE28 com 66.974 criações de empresas. A taxa de criação de empresas no total da economia é de 9,7% na França (2016), à frente da Alemanha (7,2%);

- A França também tem a terceira menor taxa de fechamento de empresas, cf. amostra (4,7% em 2016), atrás da Irlanda (2%) e da Bélgica (3,3%).

A França, uma economia inovadora

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A França oferece o tratamento tributário mais vantajoso para a P&D com a criação e consolidação do CIR (Crédit Impôt Recherche / valores alocados de € 5,7 bilhões para 24.000 empresas em 2017)

O advento da França como nação que promove o acesso ao financiamento a Pequenas e Médias empresas francesas (PME’s) e TPE (Microempresas francesas).

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- Conforme a pesquisa trimestral do Banco Central da França, 87% das Pequenas e Médias Empresas obtiveram (totalmente ou parcialmente) os financiamentos para tesouraria solicitados no 2º trimestre de 2018;

- Em termos de gestão de ativos, a França ocupa o 4º lugar na Europa em 2017 (atrás do Luxemburgo, da Irlanda e da Alemanha), com uma fatia de mercado de 12,3% dos ativos líquidos gerenciados por fundos de investimento domiciliados na Europa;

- O capital de risco (venture capital) é um dos pontos fortes da França, que ocupa o segundo lugar entre os países da nossa amostra: o investimento em capital de risco representa 0,045% do PIB em 2016, mais do que no Reino Unido (0,031%) e a Alemanha (0,025%);

- O modelo francês de banco universal provou seu valor. A França tem, assim, 4 dos 10 players mais importantes da Europa, segundo o European Banking Authority;

- Com relação aos três primeiros trimestres de 2018, a França é o terceiro país em termos de valores angariados (2,8 bilhões de euros) e o segundo em termos de transações (431).

Um ambiente de negócios que tende a se tornar competitivo, um impacto direto das reformas realizadas nestes últimos anos no custo do trabalho

- A evolução dos custos salariais foi amplamente controlada na França a partir de 2013, sobretudo na indústria, graças à instauração do CICE (*) e do pacto de responsabilidade. No conjunto da economia, o custo horário da mão de obra progrediu em média de 1,1% por ano na França desde 2013, contra +1,6% no Reino Unido, +2,5% na Alemanha e +2% no conjunto da EU-28;

- Com € 38,8 em 2017, o custo horário do trabalho permanece relativamente elevado na França, mas permanece inferior ao da Alemanha (€ 40,2), e da Suécia (€ 41,9) e da Bélgica (€ 44,8).

(*) Transformação do crédito fiscal para competitividade e emprego (CICE), a partir de 2019, em alívio sustentável de contribuições do empregador para incentivo de mais contratações.

Uma França preocupada com o equilíbrio ambiental e compromissos que se traduzem em indicadores de alto desempenho.

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- Em 2016, a França era o segundo maior produtor Europeu de energia primária produzida a partir de fontes renováveis, respondendo por 11,3% do total da UE28, no mesmo nível que a Itália. 10,6% da produção de eletricidade da França provém de combustíveis fósseis. Essa particularidade francesa é explicada pelo predomínio da energia nuclear (71,5% do total), fonte de energia confiável e não emissora de CO2.

- A França se encontra em 4º lugar em nossa amostra em emissões de CO2 por combustão (por mil habitantes), atrás da Suécia, da Finlândia e da Espanha.
Segundo a Eurobserv’ER, a França é o 3º maior empregador europeu em energias renováveis em 2016, com 143.100 postos de trabalho (0.5% da sua população ativa).

Barômetro de Imagem (Kantar Public/Business France – Nov – 2018)

- 44% das empresas consideram que a França se destaca na Europa nos setores de tecnologia limpa e energia.

publié le 13/12/2018

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