Candidatura de Catherine Geslain-Lanéelle ao cargo de diretor geral da FAO

França apresenta a candidatura de Catherine Geslain-Lanéelle ao cargo de diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Aos 55 anos, a engenheira agrônoma ex-diretora geral do Ministério da Agricultura e ex-diretora executiva da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), Catherine Geslain-Lanéelle, também é candidata única da União Europeia, como prevê a decisão adotada em 15 de outubro de 2018 pelo Conselho da União Europeia.

Capacidade de liderança reconhecida e conhecimentos aprofundados

Catherine Geslain-Lanéelle dispõe de capacidades reconhecidas em liderança e gestão de organizações complexas e de grande porte que operam em meios multiculturais, bem como uma experiência profissional de alto nível na área de sistemas alimentares, desenvolvimento rural e segurança alimentar, tanto na França quanto na Europa.

Ela ocupou os mais altos cargos do Ministério da Agricultura francês, tendo sido, sucessivamente, subdiretora de intercâmbios internacionais (assistência alimentar e cooperação internacional), diretora geral da alimentação e diretora geral do desempenho econômico e ambiental de empresas.

Em nível europeu, após ter trabalhado na Comissão Europeia como especialista em questões de segurança alimentar dos consumidores, ela dirigiu durante mais de 7 anos a Autoridade de Segurança dos Alimentos (EFSA).

Ao longo de sua carreira, Catherine Geslain-Lanéelle pôde aplicar sua sólida expertise científica e técnica em agricultura, pesca, floresta, desenvolvimento rural, sistemas alimentares e nutrição em prol da concepção e implementação de políticas públicas agrícolas e alimentares em nível nacional, europeu e internacional.

Assim, durante 20 anos, ela impulsionou as políticas da França nessa matéria e liderou no âmbito internacional iniciativas de grande envergadura, como a criação da plataforma « 4 por 1000 : Os solos em prol da segurança alimentar e do clima ». Catherine Geslain-Lanéelle também assumiu a presidência de diversos comitês europeus e internacionais, entre os quais o Comitê Codex Alimentarius sobre princípios gerais.

Em todas suas missões, Catherine Geslain-Lanéelle demonstrou ter fortes capacidades de comunicação, as quais são multiplicadas por suas qualidades pessoais, relacionais e diplomáticas em todos os níveis, inclusive ministerial. Ela desenvolveu relações de trabalho frutíferas com diversas organizações e fóruns internacionais, especialmente com a FAO, a OMS, a OMC, a OCDE, o G7, o G20 e o fórum de resposta rápida do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (AMIS).


É preciso trazer novamente ao topo das agendas políticas a luta contra a fome e a desnutrição

A FAO contribui desde sua criação para a redução da insegurança alimentar e desnutrição, mas nesses últimos anos, a fome voltou a aumentar no mundo.
Catherine Geslain-Lanéelle está determinada a dar à FAO e à sua atuação um novo impulso, e a cumprir com os compromissos da ONU: erradicar a fome até 2030, reduzir a pobreza, reforçar o desenvolvimento rural e transformar sustentavelmente nossos sistemas alimentares. Com efeito, é urgente que todos os países membros e parceiros se juntem ao redor de uma visão compartilhada e renovada para que a ação da FAO seja consolidada em prol de um mundo livre da fome e da desnutrição.

Nesse intuito, a candidata se compromete a ampliar sua cooperação e sinergia com as outras organizações da ONU, em particular o FIDA, o PAM e a OMS, e a reforçar a cooperação com os organismos científicos e técnicos e todos os atores pertinentes.

Catherine Geslain-Lanéelle também defende que a FAO deve exercer plenamente seu papel de organização mundial de referência na área da segurança alimentar e nutricional, apoiando-se em conhecimentos técnicos e científicos sólidos e reconhecidos. A organização pode então usar sua expertise em prol da promoção de políticas públicas pertinentes e do reforço das capacidades dos governos e de ações de cooperação técnica adaptadas às necessidades. A segurança alimentar e a contribuição do setor agrícola, da pesca e da floresta são essenciais não somente em termos de nutrição, mas também para proporcionar empregos decentes nas zonas rurais, reforçar o papel das mulheres e dos jovens, erradicar a pobreza e preservar o planeta. Nesse sentido, a candidata se dedicará a ampliação dos investimentos em pesquisa, inovação, educação, capacitação, infraestruturas e produção de conhecimento.

Em um contexto marcado pelo aquecimento climático e a existência de diversos conflitos, Catherine Geslain-Lanéelle se compromete a tornar a FAO fonte de soluções que permitam a cada um, independentemente de onde viva, ter acesso a uma alimentação saudável, segura e produzida sustentavelmente; condição indispensável para um mundo mais estável e justo.

publié le 18/01/2019

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