Inauguração do Projeto Hydrus em Brasilia - 18 de abril de 2017

Senhor Representante do Governador do Distrito Federal,
Senhor Diretor-Presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal,
Senhor Presidente da Hydrus-Brasil,
Senhor Diretor-Geral do Escritório Internacional da Água (OIEau),
Senhoras e Senhores,

É uma satisfação e uma honra poder participar desta cerimônia de lançamento da unidade do Centro de capacitação para a água e a adaptação às mudanças climáticas em Brasília, cidade que sediará em março de 2018 o 8° Fórum Mundial da Água.

O tema escolhido para esse curso piloto, “Adaptação à Mudança Climática nos planos de gestão de bacias”, não poderia ser mais atual, visto a crise hídrica que ocorreu em São Paulo nos últimos anos e a que temos observado no Distrito Federal há alguns meses. Além disso, o Brasil comemora neste ano o 20° aniversário da Lei de Águas que lançou as bases da gestão integrada e participativa dos recursos hídricos, inspirada no francês depois de uma frutuosa cooperação de quase 10 anos entre os nossos dois países sobre as bacias dos Rios Doce e Paraíba do Sul.

1. Como sabem, a França sediou em dezembro de 2015 a COP 21, durante a qual a comunidade internacional alcançou o Acordo de Paris, resposta multilateral inédita para enfrentar o desafio comum das mudanças climáticas.

Aproveito para saudar novamente o papel crucial que o Brasil teve nessas negociações.

2. A temática da água e seu impacto sobre o nexo água, energia e segurança alimentar têm um vínculo forte com as mudanças climáticas.

Os países mais vulneráveis do planeta serão afetados tanto pela escassez desse recurso vital quanto pelo aumento dos fenômenos climáticos extremos: enchentes, secas, crise hídrica, etc. Os esforços para a adaptação são tão importantes quanto os envidados para a mitigação das emissões.

Por essas razões, a França decidiu apoiar a inserção da água doce nas prioridades da “Agenda de Ações”, que permite com que atores não governamentais se associem no combate às mudanças climáticas. Isso resultou no acréscimo de um evento a essa agenda: o fórum “Água e Resiliência”. Assim, pela primeira vez um espaço foi inteiramente consagrado ao tema da água durante uma COP da Convenção sobre mudanças climáticas.

Mobilizamos uma variedade de atores – organismos de bacias, prefeituras e empresas –, para que se engajassem neste tema. Foram lançadas três iniciativas emblemáticas, dentre as quais o Pacto de Paris sobre a água e a adaptação às mudanças climáticas nas bacias dos rios, lagos e aquíferos. Esse Pacto foi assinado por mais de 350 organizações de 90 países, sendo mais de 40 brasileiras.

3. O desafio relativo à melhoria da qualidade da água e de sua disponibilidade, em particular no contexto das mudanças climáticas, faz do reforço da capacitação dos profissionais dessa área uma ação prioritária. Nossa Ministra do Meio Ambiente, da Energia e do Mar, Ségolène Royal, decidiu apoiar o projeto “Hydrus” de capacitação e qualificação profissional nessa área no Brasil com uma subvenção de 225 000 euros, equivalente a quase 750 000 reais.

Estou certo de que a expertise do Escritório Internacional da Água na gestão do Centro Nacional francês de Capacitação para os Profissionais da Área de Recursos Hídricos, conjugada com a experiência profissional do Sr. Newton de Lima Azevedo obtida no grupo francês Suez, líder nessa área, e com o apoio da Agência Nacional de Águas e da ADASA, farão desse projeto mais um exemplo bem sucedido da cooperação franco-brasileira em prol do desenvolvimento sustentável e da luta contra as mudanças climáticas.

Agradeço a todos pela atenção./.

publié le 19/04/2017

haut de la page