Raquel Dodge discute cooperação internacional com integrantes do Ministério Público francês

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, participou de uma série de reuniões com integrantes do Ministério Público francês nesta sexta-feira (27), em Paris. Lavagem de dinheiro, crime organizado, terrorismo, cooperação internacional, crimes do colarinho branco foram alguns dos temas abordados nos encontros com os procuradores. Na capital da França desde o dia 25 para participar da Conferência Internacional sobre o Financiamento ao Terrorismo, Raquel Dodge aproveitou a oportunidade para se reunir com autoridades do MP francês.

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Convidada pela procuradora-geral de Paris, Catherine Champrenault, Dodge trocou experiências com procuradores franceses que atuam em diversas áreas e discutiu o andamento de casos específicos de cooperação internacional. Na oportunidade, propôs a realização de estudos comparativos entre o sistema penal brasileiro e o francês, que não conta com o mecanismo da colaboração premiada, e encontra dificuldade para processar crimes do colarinho branco. A PGR também falou sobre o Sistema de Movimentações Bancárias (Simba) do MPF.

Outro assunto discutido por Dodge e Champrenault, foi a análise dos mecanismos de recrutamento, permanência e evolução das mulheres nas carreiras jurídicas. As duas são as primeiras mulheres a exercerem os cargos que ocupam em seus respectivos países. As atividades realizadas, nesta sexta-feira, também incluíram a visita à Procuradoria Financeira Nacional, órgão francês especializado em crimes financeiros, lavagem de dinheiro e crime organizado. Na ocasião, foram discutidas as cooperações internacionais que estão em andamento e estão relacionadas à Operação Lava Jato.

Em relação às reuniões promovidas em Paris, Dodge disse que todas as equipes francesas salientaram o profissionalismo do MP brasileiro, a velocidade da cooperação internacional, o avanço nos instrumentos jurídicos e a melhoria da resolutividade nas investigações. Eles ressaltaram ainda o aprimoramento no enfrentamento à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil. “Devemos estreitar a cooperação internacional entre os dois países. Trata-se de uma cooperação proveitosa, porque o crime é transnacional e é preciso, de nossa parte, garantir o retorno aos cofres brasileiros do dinheiro desviado e a punição dos culpados, com a ajuda de todos os países”, resumiu Raquel Dodge.

publié le 03/05/2018

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