Seminário "A violência de gênero - Olhares cruzados França – Brasil” (19-20-21 de outubro de 2021)

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Uma perspectiva multidisciplinar da violência doméstica, que pode levar à morte.

"A violência produz marcas no corpo da mulher. Não vê-las produz os feminicídios"

Embora a violência doméstica exista em todas as sociedades, a forma como ela é tratada pode variar de acordo com o sistema jurídico do país e as respostas dadas podem ter diferentes consequências criminais e/ou civis.

Países como a França e o Brasil enfrentam essa violência tão frequentemente denunciada, mas as respostas parecem não atender às expectativas das vítimas.

Enquanto em 2015 foi aprovada uma lei no Brasil reconhecendo o feminicídio e aumentando as penas para este crime específico, estimativas revelam que, no país, quatro mulheres são mortas a cada vinte e quatro horas e cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos. A taxa de feminicídios é estimada em 4,8 por 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo.

No contexto da violência doméstica, que afeta cerca de 220 mil mulheres a cada ano, a França optou por considerar a questão como uma causa nacional de extrema importância, tendo em mente que, segundo números oficiais, 90 mulheres foram mortas por seu cônjuge ou ex-cônjuge em 2020 (em 2019, 146 mulheres foram mortas no contexto de um casamento ou união).

Uma constatação preocupante na França assim como no Brasil é que, em alguns casos, as mulheres mortas já haviam denunciado seus agressores após atos de violência doméstica.

Os aspectos sociais, legislativos e jurídicos desse tipo de violência serão abordados no seminário A violência de gênero, Olhares cruzados França – Brasil, que acontecerá no Rio de Janeiro entre os dias 19 e 21 de outubro.

Confira o programa aqui

publié le 11/10/2021

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